terça-feira, 23 de junho de 2009

Festival de Dança do SESI 2009/Belém Pará.

Reunindo companhias da capital e do interior do Pará o festival de dança do SESI aconteceu de 18 a 21 de junho no Teatro do SESI que fica na Avenida Almirante barroso em Belém. A leveza do balé clássico, a energia do jazz, o vigor da dança de rua, a singularidade do folclore regional e os criativos grupos da melhor idade exibiram suas coreografias nas categorias: livre, moderno, contemporâneo, dança de salão e balé clássico. O festival recebeu durante 4 dias um grande publico que se manifestava de forma espontânea e respeitosa, como sempre acontece em festivais de dança em qualquer lugar do Brasil. Gritos de “abalou!” enchia de entusiasmo a platéia formada por muitos bailarinos, estudantes e um publico bem fiel que a dança do Pará vem cativando ao longo dos anos, por lá acontece cerca de quinze festivais por ano isso fortalece e valoriza a produção local. O festival se coloca como um dos mais importantes do cenário nacional e juntou profissionais de dança, estudantes e bailarinos de toda parte do Pará. Foi dividido em três atividades e momentos específicos, pela manhã tiveram oficinas de dança, à noite as apresentações das coreografias e no ultimo dia pela manhã a mesa de discussão. Entre os convidados especiais que ministraram oficinas, apresentaram trabalhos coreográficos e ainda avaliaram o festival estavam o coreografo Caio Nunes (RJ) que ministrou oficina de Moderno/Jazz; os bailarinos do Teatro Municipal do Rio Raquel Ribeiro e Ronaldo Martins ministraram para crianças e adultos as oficinas de balé clássico e apresentaram um trecho de balé ALERQUINAGE; a bailarina e professora Ana Mendes (AM) contribuiu com a oficina de moderno e Valdemar Santos coreografo e bailarino (PI) que além de apresentar a coreografia Vinagre e fel ministrou a oficina de dança contemporâneo para adultos. Essa equipe tinham a responsabilidade de escolher a melhor coreografia, bailarino revelação, melhor grupo, melhor bailarino, que receberam prêmios especiais, embora o festival não tenham caráter competitivo, os trabalhos foram avaliado para receber prêmios em dinheiro. Segundo a coordenação do evento o maior objetivo do festival não é a competição e este ano optaram por realizar um festival de cunho pedagógico, incentivando a troca de experiência entre as companhias e apostando na dança como uma importante ferramenta transformadora. São tantos os benefícios que festivais como esses trazem a dança nacional, pois junta num ambiente propicio profissionais de diversas regiões do Brasil e que tem ali a oportunidade de trocar informações e assim diagnosticar a dança, é importante, pois comparamos nossa realidade com a realidade de outros profissionais brasileiros. O certo é que a dança vem evoluindo muito, seja em Goiânia, Belém ou Teresina, seja na Mostra de Dança de Manaus, No Panorama da dança ou Festival de Joinville, existe sempre muita criatividade, isso prova que para a dança não faltam fôlegos, giros, saltos, a dança cresce sempre, as linguagens se misturam, o publico ganha, são pesquisas cada vez mais elaboradas que enchem os olhos de qualquer público do mundo. Viva a Dança! Valdemar Santos